sábado, 31 de dezembro de 2011

Balanço geral

Em 2011 eu:

- fiquei desempregada
- me ferrei
- deixei de ouvir muitos nãos (porque nem chegava nessa fase, já era descartada antes)
- passei no vestibular de uma federal
- já nos 45 do segundo tempo, tive uma DR bem difícil
- percebi que a saúde não é mais a mesma
- vi meu filho ficar cada vez mais parecido comigo
- vivi novamente o pesadelo de ser dona de casa
- fiz meu cabelo voltar ao normal
- admirei mais ainda a generosidade do maridón
- comecei um blog
- descumpri a promessa de escrever todos os dias no blog
- conquistei 5 leitores (se é que nenhum se perdeu pelo caminho)
- vi meu filho ganhar o campeonato de futebol
- me afastei de alguns amigos e me reaproximei de outros
- conheci muita gente interessante (até um neto bastardo de meu bisavô, brinks!)
- li coisas por aí que me fizeram repensar todos os meus valores
- passei os últimos 10 meses me preocupando em como sair do buraco negro da minha vida profissional
- tentei abrir um negócio
- li O Memorial do Convento
- li Desventuras em Série com o filhote
- li Bill Bryson
- li Kazuo Ishiguro
- li Jonathan Franzen
- li Carl Sagan
- li a biografia da Maria Antonieta
- li muuuuitos livros
- tentei estudar pra concurso
- vi minha família se reconfigurar
- passei a gostar cada vez mais do meu corpitcho totalmente original de fábrica (exceto por uma trompa que se foi...)
- aprendi a questionar mais e a desconfiar das "verdades" que a mídia propaga
- topei com gente muuuito inteligente, e gente muuuuito burra
- tentei descobrir um caminho pra conseguir trabalhar com algo que gosto (e não consegui)
- senti saudades de coisas que nem vivi
- lamentei não ter me jogado no mundo quando não tinha o que perder
- desejei ter feito tudo diferente
- percebi que me transformei em algo que nunca quis ser (e que isso me fez feliz)
- me decepcionei muito, muito, muito, comigo mesma e com os outros
- me esforcei pra tentar ser uma pessoa melhor
- gastei mais do que podia
- conheci a cidade de Mariana (e tive uma das noites mais bem dormidas da vida)
- dancei até cair na festa de casamento do meu irmão
- ri muito
- chorei muito
- desejei voltar a uma situaçao que já vivi e não gostei só pra tentar sair da situação atual
- encontrei uma pessoa que estava realmente disposta a me ajudar, mesmo me conhecendo tão pouco
- encontrei pessoas dispostas a me ferrar, sem nem me conhecer
- li um livro inteirinho em espanhol (ok, era em quadrinhos)
- negligenciei a limpeza da cozinha até não ter vontade de voltar lá nunca mais
- me culpei por ter errado na educação do filhote e por não ser um exemplo melhor de pessoa pra ele
- raspei a lateral do carro no portão
- completei 12 anos de casada e 10 de maternidade
- competei 32 anos (com corpinho de 31 e idade mental variando entre 13 e 56 anos)
- comecei e larguei um trabalho em menos de 1 mês
- peguei 17 livros na biblioteca pública

Em 2012 eu quero:

- ganhar na mega sena

bjomeligaquandomeusnúmerosforemsorteados!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Creuza de natal

Olá, amiga creuza natalina!!!
Sentiu minha falta? Estava ansiosa esperando a minha receita para a noite de natal? Que bom, pois eu tenho uma receita! (óóóóóó) Sim, eu tenho, é verdade! Está na família há anos, e é o que eu faço em todos os natais, desde pequena. A melhor parte é que não é difícil executar e o resultado é sempre ótimo, nunca deu errado. Sabe o que eu faço? Anota aí: eu fico longe da cozinha e deixo a mamãe, as tias e primas que entendem do negócio cuidarem da comida. Não é ótimo? A minha família ADORA essa receita e temos natais muito felizes assim. Espero que funcione pra você também! (Exceto se você for a minha mãe ou uma das tias e primas supracitadas, porque ALGUÉM tem que alimentar essa família)
Difícil fugir do tema natalino neste mês, até porque não tenho outro assunto mesmo, por isso não vou ser do contra. Claro que meus queridos leitores (todos os cinco. Sim, eu tenho agora 5 leitores! EEEEEEEE) não esperam encontrar aqui dicas de maquiagem ou looks natalinos, né? A receita de natal eu já dei, e super recomendo! O que vocês sabem que encontram aqui, com uma regularidade de visita em cemitério de interior (uma vez por ano, e olhe lá) é um post contando as minhas últimas peripécias, nas quais invariavelmente me dou mal. Este é um talento para poucos, meus queridos, a arte da auto-sabotagem não é assim tão fácil quanto pode parecer, mas se quiserem se aperfeiçoar no tema, aprendam com a mestra (eu, óbvio). Graças a estas artes, estou hoje desempregada, mas o que poderia ser algo péssimo revelou-se uma grande vantagem neste mês: passei incólume pelas compras natalinas, porque não comprei um presente sequer! Sim, creuza, estar desempregada te livra de amigo-ocultos do inferno, filas gigantes nos caixas das lojas, da luta insana por uma vaga de estacionamento no shopping e das caras de desgosto de quem não curtiu o presente que você deu (e que lhe custou, além dos olhos da cara, praticamente o dobro do valor em estacionamento). Livrar-se dessas agruras é uma benção, desde que você não se importe com comentários do tipo "Dona Marieta, aquela sua filha desempregada chegou" e com as perguntas "Mas porque vc saiu daquele último emprego? Era tão bom!". Nesta hora, caro leitor, antes de enfiar a faca do pernil nesta pessoa que-ri-da, conte até dez e desvie o assunto: "Nossa, e a minha irmã Maura que até hoje não casou, coitada. Papai está tão preocupado, ela já passou dos 30!". Pronto amiga, você contornou com classe e elegância a situação, porque com certeza uma solteirona na família é muuuuito pior que uma desempregada (vai por mim, família de interior de Minas) e renderá muito mais assunto. Ahn, e neste caso, é bom que você seja casada, tá? Se você for solteira AND desempregada, use a faca do pernil e corte na linha abaixo do pulso (mas não no dia da ceia, não vá estragar o natal dascriança!).
E feliz natal pra nóis tudo!